O uso da Tipologia de JUNG na Terapia de Casal
2 de Janeiro de 2007 @ 14:16 - Maria AngelaArquivado sob Jung | Link desta publicação
Observou-se ao praticar a Terapia de Casal, unindo a Teoria Sistêmica com a Tipologia de JUNG, que a maioria dos conflitos conjugais tem sua origem nas diferenças existentes entre os tipos psicológicos e a consequente não aceitação das mesmas. Aliás, em qualquer rede social sempre haverá a influência das diferenças entre os tipos psicológicos.
A escolha do parceiro depende de múltiplos fatores mas, para este estudo, o que mais interessa é a organização das estruturas psíquicas que se organizam em torno das semelhanças e oposições latentes e patentes de cada parceiro. É considerado um padrão arquetípico os parceiros fazerem suas escolhas muito mais por heterogamia (opostos que se atraem) do que por homogamia (semelhante atrai semelhante). Na rede social, ao contrário da conjugal, grupos e interesses semelhantes se atraem.
A tipologia de JUNG não é um sistema de análise de caráter e muito menos uma forma de rotular as pessoas. É usado na prática clínica como uma forma de compreender as dificuldades interpessoais. Faz-se uma análise do tipo psicológico de cada cônjuge, sinaliza-se as diferenças, reflete-se em cima delas e se procura ver até que ponto interferem no relacionamento conjugal.
O problema não é casar com o tipo oposto, mas, evitar que a licença de casamento ou de paternidade, se transforme em licença para moldar o parceiro ou os filhos, usando a si mesmo como um modelo a copiar. Ao unir os dois referenciais, quis mostrar uma outra forma de compreender os conflitos conjugais, trocando fusão por diferenciação.
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